segunda-feira, 28 de março de 2011

Bem Vindos a Era do Payper View

Estádios vazios já não é nenhuma novidade no “país” do futebol. Ingressos absurdamente caros, estádios com estruturas pífias, transporte público caótico, horários de jogos para favorecer emissoras entre outros tantos motivos que se continuar citando precisaria de outro post para, quem sabe, acabar. Mas se engana quem pensa que os clubes nada fazem para tentar reverter tal situação.

Os setores de marketing estão se desdobrando para tentar arrecadar com a imagem do clube e jogadores. Objetos e artefatos com a marca dos clubes são lançados aos montes para aquecerem os negócios, porém não levam em consideração que a maioria dos torcedores apaixonados pelo futebol e por tudo que o cercam, tem (em sua maioria) remuneração que com seus descontos giram em torno de R$ 450,00 mensais para sobreviver!

O futebol que já foi esporte de elite em sua introdução no Brasil, passou a ser esporte democrático e hoje caro amigo, volta novamente a ser de elite. Quem pode paga paper view, para que se arriscar em meio às guerras urbanas criadas pelas torcidas?

Exemplo maior de elitização foi nos dado pelo Clube de Regatas Vasco da Gama e sua patrocinadora Penalty que acabam de lançar uma linda camisa em comemoração aos feitos de inclusão social e igualdade de raças (feito histórico e corajoso que deve ser respeitado por vascaínos, como eu, ou não), surge como algo paradoxal quando nos deparamos com o valor de R$ 199,90 para se ter a camisa.

Idéias para melhorar a receita dos clubes são constantes (e ao mesmo tempo inúteis) é camisa nº. 3, loteria, sócio - torcedor, campanha do tijolinho, e outros - Este último INACREDITAVELMENTE ridículo, você compra um tijolinho e “ajuda” o Flamengo a realizar o “processo de modernização do CT Ninho do Urubu”! Como um clube que paga R$ 1,3 milhão para um jogador e R$ 700,00 mil a outro, tira “tijolinho” de torcedores que muitas vezes não tem nem casa, quem dirá de tijolos - aproveitando da já citada paixão dos mesmos!

E os milhões da televisão? Onde estão?

A posição confortável de criticista não me cabe, devido a isto, exponho minha idéia: A volta dos regionais!

Explico. Teríamos como base os torneios regionais antigos, exemplificarei o Rio - São Paulo.

Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras, mais outros dois melhores qualificados de cada estado escolhido pela federação (ranking?), divididos em 2 grupos de 5 equipes, todos jogam contra todos em seus respectivos grupos, em jogos somente de ida, os dois melhores classificados passam a semi – final contra os dois melhores do outro grupo, primeiro contra segundo colocado em jogos de ida e volta.

O mata – mata resgataria o público aos estádios, tendo assim, uma fórmula diferente do Brasileirão e ainda alimentando a outrora rivalidade evidente entre Cariocas e Paulistas.

Mas aí você acaba com os clubes denominados pequenos? Só porque eles estão dando trabalho? Não! Eles disputariam o campeonato estadual (podendo ganhar um título no ano) e os primeiros colocados garantem vaga no ano seguinte ao torneio Rio – São Paulo, além de disputarem a já existente Copa do Brasil.

Além disso, quem entende um pouquinho só de futebol, sabe que o “trabalho” que estão dando é muito mais pela fragilidade (leia-se tempo de pré – temporada curto) dos grandes, uma vez que os pequenos treinam por pelo menos 3 meses mais que os grandes, este outro detalhe que acabaria pois o regional seria mais curto.

Arriscado? Toda ação requer riscos, o que se mostra inadmissível é constatarmos que 17.633 “testemunhas” viram o milésimo gol do “monstro” RC1 contra o Corinthians ou que Vasco e Flamengo jogaram o clássico dos milhões este ano para um público de 15.356 pessoas, e acharmos “jogada de gênio do marketing” contratar um jogador a peso de ouro e você “mero” torcedor comprar um “tijolinho” só para ajudar seu time do cora$$ão.

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