“Bem amigos do Blogspot, eis que iniciaremos mais um Cariocão com as potências Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama lutando por mais um título...” Opa! Espera aí... Potências? Ah tá... Do Rio de Janeiro né! Nem isso!
Há alguns anos atrás poderíamos iniciar sim um campeonato carioca de futebol apostando em qual dos “grandes” seria o campeão, porém isto mudou caro amigo! Caso você não tenha percebido, de 1998 quando o Bangu foi quarto colocado, até 2010 se passaram 12 campeonatos com os “pequenos” chegando entre os quatro primeiros em 9 oportunidades.
A falta de tempo para pré-temporada dos quatro maiores, ou se preferir, o tempo a mais que tem os menores para realização da mesma, reflete constantemente em fiascos de algum/alguns dos ditos “grandes”. Mas não devemos considerar somente este aspecto, desorganização administrativa, contratações que só fazem bem aos empresários e dirigentes de futebol, e sobre tudo o vírus chamado CBF que agride as agremiações, devem nos despertar ao menos... Curiosidade.
A senhora CBF estende o Brasileirão por 9 meses do ano fazendo com que clubes com menores investimentos cheguem com elenco destroçado ao fim do mesmo, isso sem levar em consideração a maldita janela de transferências. Jogos ás quartas-feiras e domingos com horários esdrúxulos para satisfazer a toda poderosa “plim-plim”!
Será que a mesma com seu Insensato Coração está preocupada com o descanso dos atletas? Na verdade acho que mais com sua Malhação neste jogo de Morde e Assopra.
O fato é que neste jogo de Ibope os “grandes” do Rio estão sofrendo cada vez mais. O Vasco da Gama, que hoje – Lembre-se que o futebol é o que é por ser dinâmico. No sábado tudo pode mudar – apresenta o melhor futebol dentre os “grandes”, teve um início de campeonato mondrongo, e ainda oscila. No Botafogo, onde apareceu o verdadeiro futebol que a equipe pode jogar, se é que podemos chamar de futebol, uma coisa é certa: Joel Santana merece um busto por ter conseguido o que conseguiu com Somália, Éverton, Caio e Cia.
O Tricolor pó-de-arroz, que após um título brasileiro memorável parecia entrar na Copa Santander Libertadores como favorito (ainda tem chances), teve um início de ano confuso e uma saída conturbada de Muricy. Honra seu apelido de “time de guerreiros”, pois briga com a bola a todo o momento, dependendo cada vez mais de lampejos do excelente Darío Conca.
O “temido” Flamengo com toda pompa de Selemengo versão 2011, contrata R10 que até o momento fez de tudo, caridade, desfilou em inúmeras escolas de samba, futevôlei na praia, festas e mais festas... Mas e o futebol? Tu não foste contratado pra isto tchê? Se R10 cruzar as pernas, muitos morrem por estrangulamento! E o Flamengo, invicto sim, ganhou “n” partidas este ano com ajuda da sorte, do medo de jogar dos rivais e alguma ajudinha do juiz. Quantas vezes o referido jogador merecia ao menos o cartão amarelo por jogadas ríspidas? E o pênalti contra o Macaé? “Vai lá R10, se consagra...” Síndrome de Roberto Baggio. Tremeu? Acredito que não, mas Ronaldinho hoje me parece um Ronaldo quando no Corinthians com alguns quilinhos a menos, só funciona como estratégia de Marketing.
O verdadeiro futebol bonito, bem jogado, com velocidade e prazer foi jogado por Boa Vista, Nova Iguaçu, Olaria, Madureira em períodos diferentes e não constantes. De repente este o maior pecado dos mesmos, a constância. Não que não quisessem apenas não conseguiram.
E como torcedor do melhor futebol me daria gosto ver um destes campeão Carioca. Cabe ao Olaria tal missão, antes, impossível.

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