Crescemos induzidos pela imprensa, familiares ou amigos (às vezes os três) a imaginarmos que seleção é lugar onde se encontram “os” jogadores (pelo menos no futebol). Lá se vão os tempos longínquos em que nossos avós diziam: “Seleção nacional é lugar dos melhores”, ou nossos pais assistindo o jogo exclamando aos gritos: “Zezinho Capixaba joga muito, tem que levar para seleção”! Mas será que funciona desta forma mesmo?
Pois bem, vamos de seleção brasileira. Os jogadores que são convocados são os melhores na visão de quem? Do treinador. Que por sua vez é o melhor profissional para ocupar o cargo na visão de quem? Da CBF (leia-se Ricardo Teixeira e Nike). Que por sua vez se baseia em que para tal “escolha”?
- Política. Excelente resposta se levarmos em consideração que o atual (e o ex) treinador não era unanimidade, nem o segundo da lista de nenhum conhecedor da área. Lembrem-se, Ricardo deu dinheiro da CBF para campanhas políticas de dirigentes esportivos, com o intuito de manter no Congresso Nacional uma bancada de deputados e senadores para defender a seus interesses (manter-se no controle da CBF, impedir investigações sobre corrupção dentro da CBF), que ficou conhecida como bancada da bola. Com a montagem deste esquema de poder, assegurou suas quatro reeleições.
- Fundamento Técnico. Mas aí... Dunga? Mano Menezes? Para seleção brasileira?
- SFN. Sem fundamento nenhum, do tipo vai lá e se vira você tem “os melhores jogadores do mundo”, a imprensa fez um burburinho pela sua escolha, você aceita jogar uns amistosos cata níqueis na Inglaterra contra times com colocação no ranking FIFA de 999º pra lá e ta tudo bem. Mais cedo ou mais tarde eu te mando embora por não conquistar algum torneio, e a culpa pelo fracasso adivinhe de quem é?
Até quando teremos que agüentar convocações do tipo: Josué, Afonso Alves, Carlos Eduardo, Jô, Gladstone, Bobô e Réver só pra citar algumas convocações digamos, surpreendentes dos últimos dois “treineros”. Ou alguém em sã consciência acha que estes seriam, ou são, os melhores em suas posições para serem chamados. Nada contra os citados que estão realizando seus trabalhos de forma honesta.
Futebol é negócio, (e um negócio que mexe com a paixão do brasileiro) isso se torna claro a cada dia que observamos “atletas” que não sabem nem mesmo dar um passe de 3 metros entrarem em campo com camisas de times tradicionais do futebol brasileiro, impulsionados por clubes que estão nas mãos de empresários do meio devido há anos e anos de má gestão. É aquele acordo mais ou menos assim, eu coloco meu jogador aí no seu clube, pois você me deve, o valorizo (nem que seja um pouquinho), vendo ele para um submundo qualquer do futebol (leia-se Rússia, Ucrânia, China, Coréia...), o clube recebe uma ninharia, e eu fico rico. Prático não?
Não tenho números concretos, mas será que o passe de um jogador valoriza em quanto com uma convocação qualquer para seleção? Imagine então para uma competição tipo Copa do mundo!
De certo só sabemos o seguinte: “De médico, louco e treinador de futebol, todo mundo tem um pouco”!

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